ORQUESTRA-MIRIM ARMANDO PRAZERES

A Orquestra Mirim Armando Prazeres ensina violino, viola, violoncelo e contrabaixo, além de teoria musical e história da música, a 53 crianças e adolescentes. Eles têm entre 5 e 17 anos e moram na comunidade do Morro do Cintra (mais conhecida como Tavares Bastos), no Catete, Rio de Janeiro. O projeto faz muito mais do que ensinar meninos e meninas a tocar instrumentos. Ele usa a música para dar um futuro melhor aos jovens.

O Projeto foi desenvolvido pela professora e maestrina Atelisa de Salles. Ele foi inspirado em trabalhos sociais existentes na Venezuela, Chile, México, Bolívia, Cuba e outros países latino-americanos, que envolveram mais de 200 mil jovens, desenvolvendo a promoção social e a cidadania.

Em julho de 2003 Atelisa convidou alunos de outro projeto - a Orquestra Escola Petrobras Pró-Música - para ensinarem violino e violoncelo para 30 crianças e jovens (de 6 a 14 anos). O trabalho era voluntário. A Fundação Bento Rubião abraçou o projeto em setembro de 2004, inserindo-o no Programa Direitos da Criança e Adolescente. Com o apoio da Petrobras o sonho se transformou em realidade.

Os músicos-mirins têm aulas teóricas, práticas e ensaios gerais, sendo avaliados constantemente. Para participar do projeto, os jovens precisam estar matriculados na escola e freqüentando as aulas regularmente. Os alunos também recebem acompanhamento social e, quando necessário, são feitos encaminhamentos tanto para eles e como para seus familiares. Os que precisam, recebem tratamento fonoaudiológico e aulas de reforço escolar.

As crianças e jovens utilizam um espaço cedido pelo Instituto Metodista Bennett, onde têm acesso a quatro salas, além dos auditórios que são utilizados na realização de ensaios e apresentações.
 

Armando Prazeres

O maestro Armando Prazeres foi um dos maiores fomentadores da educação através da música, criador de mais de cem números de coros. Em sua trajetória profissional, sempre entendeu a música como algo palpável e transformador. Prazeres foi brutalmente assassinado em janeiro de 1999, enquanto ia buscar o filho na creche em Laranjeiras. Em sua homenagem, a Orquestra Mirim ganhou seu nome. Vítima da violência da cidade, Armando Prazeres deixou plantada uma semente de esperança: a certeza de que a música pode transformar o futuro.

 
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